Na Floresta há caminhos que se bifurcam. São redes de trilhos que se tornam mais complexos a cada passo em direção ao interior. Longe de ser um labirinto, é um mapa de cada um, da sua vida interior, da sua ligação à Natureza. Quanto mais profundamente nos embrenhamos na Floresta, melhor conhecemos os recantos obscuros da nossa alma, mais à vontade estamos com o oceano emocional que trazemos dentro de nós, menos medo do escuro temos. A direção é sempre a clareira, quase mítica, que fica no suposto centro. Aí encontraremos a recompensa da redenção, a paz interior absoluta, a macieira do nosso Éden privativo da qual podemos e devemos comer o fruto que nos abrirá a porta do auto-conhecimento completo.
